Saturday, November 29, 2008

Especialidades do design gráfico

1. Design tipográfico (Letras)
2. Design publicitário (Anúncios)
3. Design de imagem corporativa (Logos)
4. Design de embalagens
5. Ilustração
6. Cartazismo
7. Design editorial (Livros)
8. Design de jornais
9. Design de revistas
10. Design de Sinalização
11 Design digital (tv, cinema, web)

1. Desenho tipográfico

Todo designer gráfico tem que saber lidar com letras de todos os tipos e famílias.
Ele vai trabalhar com desenho que inclui palavras e imagens.
Apesar de que saber lidar com isso se sabe pouco sobre quem desenhou letras.

Começando por Gutenberg há um grande grupo de pessoas que se dedicou a isso.
Jenson 1476
Garamond 1546
Plantin 1570
Caslon 1734
Baskerville 1754
Bodoni 1881
Benton Fuller Benton Century 1900 Franklin 1902
Renner Futura 1928
Gill 1928
Morrisson Times 1931
Hoffmann / Miedinger Helvetica 1951
Frutiger Univers 1957

O desenhista de letras se dedica a desenhar alfabetos originais nas versões maiúsculas e minúsculas, além disso números e sinais de pontuação.
Antigamente essas letras eram desenhadas uma a uma, mas agora é possível digitalizar e isso faz com que seja possível pequenas modificações como a grossura da haste da letra, inclinações, condensações, sombreados
Isso faz com que alguns desenhistas não especializados façam experiências com desenho de letras.
Otl Aicher, desenhista da Rotis em 1987
Neville Brody Industria 1984, Insignia 1986, Arcadia 1986

Os grandes clientes dos desenhistas de letras são os fornecedores de fontes para empresas de fotocomposição e computadores de uso profissional.
Agfa
Monotype
Linotype
Autologic
Adobe

Também as indústrias de tipos transferíveis como Letraset ou pequenas e médias empresas que buscam algum alfabeto exclusivo.
Um dos desafios dos desenhistas de tipos de letras é obter uma perfeita harmonia entre os perfis dos diferentes sinais alfabéticos. Entre o peso visual da forma desenhada e sua contra-forma com o preto e o branco.

Giambatista Bodoni citava quatro virtudes do desenho tipográfico
Regularidade
Limpeza
Elegância
Bom gosto

2. Desenho publicitário

Seu trabalho é criar idéias.
Suas ferramentas são o computador, com suas tipografias, recursos de desenho e paletas de cores.
O diretor de criação inventa imagens, slogans, e estratégias que os outros profissionais vão planejar, formatar e redigir.
Cabe ao desenhista publicitário colocar no papel campanhas para jornais e revistas, folhetos para venda direta, expositores para ponto de venda, roteiros ou storyboard para televisão, etiquetas, logotipos e embalagens para linhas de produto, além de dar assistência em rodagens de anúncios, comerciais para tevê e sessões fotográficas.
O trabalho pode exigir maquetes ou protótipos para exibir ao cliente, artes-finais para reprodução e impressão ou projetos para supervisão e produção de fotos ou filmes publicitários.

3. Desenho de imagem corporativa

Essa especialidade tem aspecto difícil e interessante. Encher uma imagem ou algumas letras com conteúdo simbólico para representar, identificar e evocar uma instituição, entidade ou causa.
Uma identidade de imagem é alguma coisa semelhante ao que representam nome e sobrenomes ou as assinaturas para as pessoas.
Os especialistas de desenho de imagem corporativa sabem que o trabalho é de desenho e estratégia, porque a aplicação, o desenvolvimento e a implantação de uma imagem devem ser uma ação disciplinada e estratégica.
O trabalho de identidade corporativa costuma exigir além de especialistas em comunicação, psicólogos, sociólogos e especialistas em marketing.
Mas, às vezes, essa interdisciplinaridade não impede imagens de identidade ruins e sem eficácia.
Em resumo, o desenho consiste em criar um símbolo gráfico, um conjunto de siglas, ou um logotipo que é uma série de letras características para expressar sinteticamente o espírito ou a obra de uma instituição ou empresa.

Há uma liberdade aparente que pode ser enganosa porque é preciso analisar constantemente o sentido das formas, das letras, a cor, a composição dos elementos para obter a maioria coerência com significados e sensações da imagem que vai ser projetada.

4. Desenho gráfico de embalagem

O desenho de embalagem tem como objetivo fazer com que, nos pontos de venda, cada produto possa defender a si mesmo, sem luminosos, displays, anúncios ou expositores no meio de milhares de outras mercadorias.
Então ele tem concentrar atenção no recipiente, no rótulo e na etiquetagem.
O meio em que a embalagem está exposta no dia-a-dia pode representar um grande desgaste e, por isso, muitas dessas imagens estão sempre em mutação.
As alterações podem ser provocadas por uma oferta especial, um brinde temporário, um novo ingrediente ou uma ampliação ou redução do recipiente.
Às vezes a mudança é provocada pela saturação que as pesquisas de mercado detectam em determinados produtos, com mais frequência naqueles de maior apelo popular.
As fórmulas de sucesso de um recipiente, rótulo ou etiqueta não surgem sempre de uma análise racional e estratégica, mas podem surgir de decisões emotivas que despertam ou não no consumidor o desejo de adquirir o produto.
Apesar disso, o desenhista de embalagem tem que ter uma concepção prática de seu trabalho. A intervenção do profissional deve ser neutra e transparente porque ele atua sobre o produto e não sobre a sua promoção ou sobre a lembrança da marca.
O desenhista de embalagem deve conhecer tipografia, tratamento de imagem e aplicação de cores.

5. Ilustração

Todos os desenhistas são de alguma forma ilustradores. Porque o princípio fundamental da profissão consiste em ilustrar, ou seja iluminar um impresso com imagens alusivas ao texto.
Uma das tarefas do ilustrador é fazer as imagens falarem. Isso exige critério e talento, mas também conhecimento técnico e sensibilidade.
Para algumas especialidades da ilustração como a infografia, especialidade que consiste na tradução em imagens figurativas de quadros, gráficos e outros elementos da estatística, é importante um conhecimento mais técnico.
O ilustrador que se dedica ao desenho gráfico ou aquele que se destina à publicidade deverá ter versatilidade suficiente pra resolver de forma eficiente diversos pedidos.
Uma ilustração para um cartaz é diferente de um anúncio. Em um cartaz, o leitor verá por um tempo curto.
Embora exista uma longa tradição de cartazes ilustrados, o tratamento ideal será sempre o de obter máximos efeitos com mínimas formas.
Em anúncios de revista o tempo do leitor é maior.
Nesse caso, a própria proximidade do suporte ao leitor contribui para uma leitura demorada e relaxada o que permite ao ilustrador ser mais detalhista.

6. Cartazismo

O cartaz foi o primeiro passo clássico do lançamento de produtos, sejam institucionais, comerciais ou culturais,
Mas hoje está reduzido a ações residuais de grande interesse, mas de escassa projeção.
A desvalorização do cartaz mantém a existência da especialidade ainda que não sejam mais necessários especialistas.
Qualquer desenhista pode fazer cartazes. Nos últimos 30 anos, marcados pela televisão, os melhores cartazes são de desenhistas polivalentes.
O cartaz costuma estar formado na sua parte principal por uma imagem que pode ser figurativa ou abstrata, ilustrada ou fotografada, tipográfica ou caligráfica, multicor ou monocromática
O cartaz deve buscar o essencial sem detalhes irrelevantes e sem ornamentos desnecessários. Essa é a natureza do cartaz que não pode ser transgredida.

7. Desenho editorial

Essa especialidade é a mais antiga. Tem 500 anos de produção e parece ser feita como os coquetéis, com um pouco de desenho corporativo e outro pouco de desenho de embalagem.
O livro é uma das grande especialidades do desenho.
Milhões de matrizes tipográficas, muitas páginas, uma folha de cartolina que serve de capa, lombada, contracapa e o ocasionalmente orelhas.
Tem uma superfície multicolorida que equivale a uma carteira de identidade com nome do autor, e da editora, título do livro, sinopse, lista de títulos da coleção, foto do autor, ilustração da capa.

8. Desenho de jornais

Está mais próximo do desenho industrial do que do gráfico.
Se acreditamos que a função cria a forma, as condições impostas pela produção de jornais contribuíram extraordinariamente para que eles sejam como são.
A impressão em rotativa com papel contínuo determinou o formato, as margens, as colunas de texto, os títulos e as fotografias.
A imagem obtida pelo efeito dessa condicionantes são tão fortes que embora algumas tenham deixado de interferir no processo continuam ditando uma lei estética para os jornais.
O desafio aqui é dispor harmonicamente da pesada carga tipográfica que o jornal contém todos os dias e dividi-la compondo formas, se possível, originais.
Essa função deve ser cumprida necessariamente saltando obstáculos como as fotos e anúncios de diferentes formatos.
Outros aspectos importantes são a obtenção de brancos, escassos em um jornal, e o tratamento gráfico.
O tamanho das fotografias. Quadros e desenhos é importante mas não é tanto quanto o lugar que ocupam na página.
Se forem agrupados com rigor podem melhorar a página.
Se não tiverem ordem podem tornar a página mais feia.

9. Desenho de revistas

A revista, como produto gráfico, pode ser situada entre o livro ilustrado e o jornal.
Como livro, a revista trata de colocar na página as ilustrações de forma atrativa variada e espetacular que a retícula ou grid permitir.
Como o jornal, a revista usa uma forma de composição de textos em colunas mais estreitas, semelhantes critérios tipográficos de titulação e a maneira de combinar ilustrações e colunas de textos com paginações assimétricas pouco comuns para as páginas de um livro.
O livro e o jornal exigem sobriedade no desenho ao contrário da revista.
Ela permite menor rigor porque é impressa sobre papel de melhor qualidade, porque a ilustração ou a fotografia é considerada uma característica do gênero revista e incorpora cor como elemento indispensável.

10. Desenho de sinalização

Em 1908 apareceram os rudimentos da sinalização de tráfego.
Nos anos 20, Otto Neurath deixou os sinais de circulação praticamente com aspecto que têm hoje.
O objetivo dessa sinalização é orientar correta e fluentemente grandes movimentos de massa.
A sinalização se compõe de dois elementos: letras e pictogramas.
A escolha e o desenho, seu tamanho e disposição, a cor e o suporte são os elementos que o designer deve saber lidar.
Alem disso, é preciso avaliar a estratégia de localização, o lugar correto para cada sinal ou informação e a quantidade de sinais para se conseguir uma orientação com ritmo e eficácia.
Pouca quantidade de sinais desorientam, mas muitos sinais podem atrapalhar.
O conhecimento dos materiais é importante para determinar o comportamento interior ou exterior desejado.
É preciso decidir se é opaco, luminoso, estático ou dinâmico, rígido ou flexível. Ostensivo ou discreto.

11. Desenho de televisão

Em 1951, a CBS propagou, pela primeira vez, uma imagem de identidade corporativa desenhada por William Golden com tanto acerto que se transformou na estrela da década em livros e anuários de design, graças à poderosa plataforma de difusão do meio televisivo.
Hoje, 50 anos depois todas as redes de TV tem seu logotipo, mas nenhum supera proporcionalmente a audácia e originalidade do criado por Golden.
Na combinação entre identidade corporativa, sinalização e televisão a sinalização é a menos explorada no desenho de televisão.
O design da web ainda está em uma fase inicial, onde as definições são baseadas na experiência com os livros, jornais e revistas.
Pesquisas estão sendo realizadas para a definição de estilos do design editorial, informativo ou comercial na internet.

1 comment:

André Ferreira said...

Excelente post!

Gostaria de partilhar também um artigo que achei interessante e pode ser útil para você desenvolver mais este artigo sobre brand identity.

Obviamente para quem estiver à procura de uma gráfica online para impressão de artes gráficas ou material gráfico sugiro a sydra.pt

Continuação de um otimo trabalho!