Monday, August 10, 2009

Dimensões do Design

QUATRO DIMENSÕES DO DESIGN
Ser humano
Arte
Tecnologia
Ciência

1. DESIGN E O SER HUMANO
Uma intervenção de design está localizada entre o sujeito e o objeto, na interface, entre o ser humano e o mundo artificial.
Por isso, é fundamental conhecer os aspectos deste ser humano, tanto os passíveis de serem medidos, como os intangíveis, cognitivos e difíceis de serem medidos.
É nesta dimensão que o design toca as áreas da antropologia, ergonomia, psicologia cognitiva, sociologia e filosofia, entre outras. Todo este conhecimento sobre o comportamento dos consumidores tem se tornado cada vez mais importante para direcionar estratégias de desenvolvimento e marketing.

2. DESIGN E A ARTE
Design toca a arte quando a forma, cor, textura, tipologia, e movimento, entre outros, são usados no processo de criação do artificial.
É preciso sensibilidade, conhecimento sobre a composição e o equilíbrio dos elementos, porém, design não é arte.

3. DESIGN E TECNOLOGIA
Esta é a dimensão dos processos de fabricação, materiais, e mecanismos. Designers precisam saber como o mundo material funciona.
Mas design também não é engenharia. Designers estão mais próximos da exploração criativa da pergunta O que fazer? Do que dos detalhes do Como fazer. Como se o Design estivesse mais próximo do planejamento e a engenharia mais próxima da implementação.

4. DESIGN E CIÊNCIA
Ciência é a análise do objetivo, a busca do entendimento do fenômeno físico, é olhar o mundo com lentes.
É nesta dimensão onde se encontram profundas investigações. Onde se buscam teorias para entender, simular ou otimizar o processo. É para esta dimensão que deverão estar orientados os mestrados e doutorados. Mas design também não é uma ciência.

OS DESAFIOS DO DESIGNER

FORMA x ESTRUTURA
O design tradicional era aquele que dava forma, preocupado apenas com aspectos visuais e teve muito valor quando não existia padrão visual algum. Na nova prática, o design deve ser visto também como algo de alcance muito maior, que se preocupa com a estrutura por baixo do visual. É importante considerar o design da informação, da interação e da navegação.

VERTICAL x HORIZONTAL
Em termos de educação, de formação, o design tradicional era baseado em disciplinas verticais, voltadas à resolução de problemas. O foco agora está na criação de soluções e para isso valoriza–se a interdisciplinaridade, o intercâmbio entre as mais variadas áreas de conhecimento.

EXCLUSIVO x INCLUSIVO
No design tradicional a cultura que existia era a do trabalho exclusivo, no qual apenas pares iguais participavam de todo o processo criativo. Na nova prática, adota–se a cultura da inclusão, com o intercâmbio de idéias de profissionais de várias áreas.

O QUE x COMO
O trabalho do design tradicional era baseado em grandes "o que" e pequenos "como". A maior parte dos esforços despendidos nos projetos estava focada na definição do que seria feito. Uma vez definido o "o que", gastava–se pouco tempo estabelecendo um roteiro para chegar a este objetivo. O resultado era invariavelmente um desvio do projeto original.
A nova prática do design procura sempre estabelecer grandes "como" baseados em um "o que" definido previamente, ou seja, valoriza todo o processo e, por conseguinte, todos os profissionais envolvidos.

MÁGICO x TRANSPARENTE
O processo no design tradicional era interno, escondido e "mágico". O resultado disso era um trabalho sem documentação, de difícil replicação e acompanhamento. O processo da nova prática é transparente, externo e visível. Ele é assim porque precisa ser, já que a transparência é primordial em um trabalho feito em paralelo e com pessoas de diferentes áreas.

CODIFICADO x DECODIFICADO
A comunicação usada no design tradicional era extremamente complexa, codificada e "tribal". Na verdade esta é uma característica de outras áreas também, mas deve ser combatida. A comunicação ideal deve ser muito clara, decodificada, principalmente levando–se em conta o desejo de capacitar os designers em requisitos como liderança de equipes.

PROBLEMA x OPORTUNIDADES
No design tradicional, o foco dos processos estava na resolução de problemas, enquanto no design atual a resolução de problemas sempre está associada à geração de oportunidades. Com isso, o designer agora não deve focar no que o cliente ou usuário pediu, mas sim no que o cliente ou usuário precisa.

PEQUENO x COMPLEXO
Os resultados obtidos por meio do design tradicional eram de pequenas dimensões, ao contrário das grandes e complexas tarefas da nova prática do design.
No novo design os desafios são enormes e as oportunidades são gigantescas.

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