Friday, August 14, 2009

A Bauhaus

A Bauhaus congregou importantes criadores de vanguarda, que fixaram algumas diretrizes estéticas que iriam prevalecer em todo o mundo durante o século XX.

Em 1919, o arquiteto alemão Walter Gropius juntou duas escolas existentes na cidade de Weimar, a Escola de Artes e Ofícios, do belga Henri van de Velde, e a de Belas-Artes, do alemão Hermann Muthesius, e fundou uma nova escola de arquitetura e desenho a que deu o nome de Staatliches Bauhaus (Casa Estatal de Construção), com sede em um edifício construído em 1905 por Van de Velde.

As origens mais remotas da Bauhaus provêm do movimento Arts and Crafts, do inglês William Morris, que procurou restabelecer a dignidade medieval do artesanato e do artesão. Todavia, o ensino da Bauhaus opunha-se às concepções de Morris, contrárias à revolução tecnológica e à produção em série. Também não agradava a Gropius o estilo Art Nouveau, devido a seu caráter decorativo e esteticista. A ascendência mais próxima da Bauhaus está na associação Deutscher Werkbund, fundada em 1907 por Hermann Muthesius para incentivar as relações entre os artistas modernos, os artesãos qualificados e a indústria. Muthesius desejava criar o que chamava de Maschinenstil (estilo da máquina). Gropius, que foi membro da Werkbund, materializou esse objetivo, em grande parte, na Bauhaus.

A Bauhaus combatia a arte pela arte e estimulava a livre criação com a finalidade de ressaltar a personalidade do homem. Mais importante que formar um profissional, segundo Gropius, era formar homens ligados aos fenômenos culturais e sociais mais expressivos do mundo moderno. Por isso, entre professores e alunos havia liberdade de criação, mas dentro de convicções filosóficas comuns. O ensino era suficientemente elástico, com a participação, na pesquisa conjunta, de artistas, mestres de oficinas e alunos.

Para Gropius, a unidade arquitetônica só podia ser obtida pela tarefa coletiva, que incluía os mais diferentes tipos de criação, como a pintura, a música, a dança, a fotografia e o teatro. De tal maneira a filosofia da Bauhaus impregnou seus membros que sem demora se definiu um estilo em seus produtos despidos de ornamentos, funcionais e econômicos, cujos protótipos saíam de suas oficinas para a execução em série na indústria.

O estilo Bauhaus era fruto do pensamento dos professores, recrutados, sem discriminação de nacionalidade, entre membros do movimento abstrato e cubista. Ao iniciar a Bauhaus, Gropius apoiou-se principalmente em três mestres: o pintor americano Lyonel Feininger, o escultor e gravador alemão Gerhard Marcks e o pintor suíço Johannes Itten. A eles se juntaram depois artistas da categoria de Oskar Schlemmer, Paul Klee, Wassili Kandinski, László Moholy-Nagy e Ludwig Mies van der Rohe. Em 1925, Josef Albers e Marcel Breuer passaram a fazer parte do grupo.

Ameaçada de dissolução pela forte oposição dos conservadores a suas inovações, a escola mudou-se em 1925 para Dessau, onde ficou até o advento do nazismo. Para abrigá-la, Gropius projetou e construiu um conjunto de prédios que eram, em si mesmos, um manifesto de arquitetura moderna e uma das mais extraordinárias obras da década de 1920.

As atividades da Bauhaus intensificaram-se em Dessau com o lançamento de publicações e a organização de exposições. Uma clara mentalidade racionalista presidia à elaboração dos projetos. Em 1928, Gropius passou o cargo de diretor ao suíço Hannes Meyer, abandonando a escola, já então consolidada, junto com Moholy-Nagy e Breuer. A nova direção deu realce ainda maior à arquitetura e assistiu à chegada das influências do construtivismo russo. Em 1930, Meyer, cuja postura esquerdista não era bem vista pelas autoridades, foi substituído pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe. Este reorganizou a escola e deu-lhe um novo impulso.

Em 1932, com a chegada dos nazistas ao poder em Dessau, a Bauhaus se transferiu para Berlim, onde continuou a funcionar até seu fechamento definitivo em 1933. As possibilidades da vanguarda alemã, com isso, se fecharam também, mas o ensino inovador da Bauhaus já havia se difundido a essa altura nos principais centros de arte. Tal difusão tornou-se ainda maior quando os grandes mestres da escola, devido às perseguições nazistas, passaram a emigrar, principalmente para os Estados Unidos e a Inglaterra.

Em 1928, Sandor Bortink fundou em Budapest o Mühely, também chamado Bauhaus de Budapeste, que existiu até 1938. Em 1933, Josef Albers instalou um departamento do tipo Bauhaus no Black Mountain College (Carolina do Norte, Estados Unidos) e depois na Universidade de Harvard. Em 1937, Moholy-Nagy criou em Chicago a New Bauhaus, mais tarde incorporada ao MIT (Massachusetts Institute of Technology). Gropius passou a lecionar em Harvard e Mies van der Rohe tornou-se um dos principais arquitetos da remodelação de Chicago. Em 1950 inaugurou-se em Ulm, na Alemanha, a Hochschule für Gestaltung (Escola Superior da Forma), dirigida por Max Bill, ex-aluno da Bauhaus de Dessau. A essa última instituição, em especial, coube dar seguimento programático às formulações da antiga Bauhaus -- uma escola que se integrou perfeitamente no contexto da civilização do século XX para dar-lhe uma visualidade própria.

Abril de 1919 é a data em que se abriram as portas de uma das mais importantes escolas do mundo. Ao mesmo tempo é a data que se consagrou uma nova forma de pensar, de ver o mundo e de impulsionar um indústria que florescia.

Passaram-se mais de 90 anos desde que a Bauhaus criou o seu primeiro curso e que também se estabeleceram novas linhas de pensamento artístico, técnico e filosófico.
O criador da escola foi Walter Gropius, arquiteto nascido em Berlim em 1883. Depois de trabalhar como arquiteto ele funda a escola e passa a trabalhar com arquitetos, artistas e artesãos de toda a Europa.

A escola inicia uma verdadeira revolução entre arte e tecnologia moderna.
Depois de três anos como diretor da Bauhaus ele entrega o cargo par Mies van der Rohe. Se exila na Inglaterra e depois vai para os Estados Unidos criar a Escola Superior de Desenho de Harvard.

Mies van der Rohe foi designer e arquiteto que começou como desenhista de móveis. Em 1929 construiu o pavilhão da Alemanha na exposição universal de Barcelona.
Em 1930 assume a direção da escola Bauhaus e fica no cargo até 1933. É o responsável pelos arranha-céus de Chicago e Nova Iorque. Morreu em 1969 em Chicago.

Influência
No início do século XX havia a necessidade de criação de produtos para atender um mercado cada vez mais amplo. Se exigiam produtos que pudessem ser adquiridos por qualquer pessoa, evitando um consumo elitizado.

A demanda por mais e melhores artigos impulsionou e até obrigou às oficinas de artesanto e mão-de-obra artesanal a converterem-se em indústrias.
O objetivo era criar produtos que fossem funcionais, mas que tivessem uma apresentacáo atrativa. Além de um preço baixo já que a época era d grandes dificuldades financeiras.

Para tanto foram usados materiais comuns e baratos como o metal, o vidro e a madeira. O objetivo era que as formas e as cores básicas representassem um preço econômico.

Em termos de formas foram escolhidos as formas do círculo, do quadrado e do triângulo, que viraram símbolos da escola Bauhaus e base de uma teoria entre estas três formas e as três cores primãrias. O triàngulo seria o amarelo, o quadrado o vermelho e o círculo o azul.

Nas aulas de forma da escola Bauhaus o círculo era fluido e central, o quadrado era sereno e o triângulo era diagonal. Quem trabalhou muito com isso foram os pintores Wassily Kandinsky, Paul Klee e Johannes Itten.

As tendências fundamentais são a ruptura com o tradicional, o predomínio da função sobre a forma, a relação estreita entre arquitetura e desenho e a adeaquação das residências aos recursos e às necessidades humanas, além de uma efetiva planificação urbana.

A filosofia da Bauhaus se baseava em integrar todas as artes com a tecnologia moderna e uni-las com um desenho para todos os níveis econômicos. Os produtos estavam completamente distantes daqueles de ornamentação excessiva. Possuíam linhas limpas, claras, formas geométricas simples e davam a impressão de serem feitos a mão apesar de industrializados.

A teoria da Bauhaus incluía, em aula com os alunos, um artista e um técnico trabalhando juntos lado a lado. Dessa maneira, os alunos usavam sua criatividade de forma livre e simultaneamente aprendiam a técnica.

Daí surgiram, por exemplo, a cadeira vermelho e azul de Gerrit Rietveld. Michael Tonet vendeu mais de 40 milhões de cadeiras com madeira vergada no início do século XX.

Acesse o site http://www.bauhaus.de/english/

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