Tuesday, August 11, 2009

Metodologia do Projeto de Design

Diagnosticar o problema
Analisar soluções já existentes
Formular hipóteses novas
Avaliar as diversas alternativas
Desenvolver alternativa – Protótipo
Pré-série para testagem
Produção em série


O OBJETO
Objeto e Valor
Objeto e Função
Objeto e Material
Objeto e Meio Ambiente


OBJETO E VALOR
Valor de uso e valor de troca são noções essenciais ligadas aos objetos

VALOR DE USO E TROCA
O valor de uso está ligado à função do objeto e à utilidade que cada indivíduo lhe atribui, é a capacidade de um bem de satisfazer necessidades humanas.
Valor de troca pertence ao domínio da economia, dependendo das leis do mercado, da oferta e da procura, é a capacidade de um bem de ser trocado por outros bens, ou por dinheiro.


OBJETO E FUNÇÃO
a função operativa e
a função simbólica.
FUNÇÃO OPERATIVA
Os objetos utilitários pertencem ao domínio da função operativa ou prática cuja finalidade é cumprir uma tarefa muito precisa: conter o líquido a levar à boca, no caso de um copo ou de uma colher; percutir um tambor ou um prego, no caso de uma baqueta ou de um martelo; cortar madeira, tecido ou carne, se utilizarmos uma serra, uma tesoura ou uma faca; etc.


FUNÇÃO SIMBÓLICA
Os objetos artísticos e os objetos de culto pertencem ao domínio da função simbólica, e, como é sabido, em muitos lugares e tempos históricos arte e religião eram indissociáveis.
A finalidade dos artísticos é provocar uma reação estético-especulativa, ao passo que os segundos, os objetos religiosos, são mediadores entre o céu e a terra.

OBJETO E MATERIAL
A adequação da forma à função implica uma criteriosa escolha das matérias-primas a utilizar na produção dos objetos. A escolha dos materiais deve ser feita de acordo com os propósitos e as qualidades que se lhes reconhece: plasticidade, dureza, flexibilidade, leveza, raridade, abundância, transparência, etc.


É incessante a procura de novos materiais para solucionar problemas cada vez mais complexos: resistir, nas viagens espaciais, a amplitudes térmicas terríveis; obter barcos, com enormes áreas vélicas, leves e flexíveis capazes de atingir grandes velocidades de navegação e suportar condições climatéricas extremas; produzir embalagens efémeras que se degradem rapidamente depois de utilizadas, por exemplo.

Para tudo isto, existem os mais variados materiais. Metais, como o titânio, por exemplo, e ligas metálicas. Polímeros (ou plásticos) integrados, por exemplo, nos chamados têxteis, leves, isolantes, e muito resistentes. vidros, o pirex, por exemplo. Cerâmicas como as do revestimento anti-térmico. Materiais compostos diversos feitos da mistura de dois ou mais materiais.


OBJETO E MEIO AMBIENTE
A queima de combustíveis fósseis, a agricultura industrial intensiva, as indústrias extrativas e as indústrias transformadoras estão na origem da poluição cada vez maior do meio ambiente
O desenvolvimento baseado no consumo desenfreado oferece conforto e bem-estar imediatos mas tem implicações negativas, e muitas vezes imprevisíveis.
A crescente sensibilização dos cidadãos levada a cabo pelas mais diversas organizações nacionais e internacionais tem pressionado os governos a criarem legislação cada vez mais restritiva a nível ambiental, mas que impunemente desrespeitada.
O designer, como cidadão empenhado e culto, ou profissional eticamente responsável, está numa situação privilegiada para pôr a sua criatividade verdadeiramente ao serviço da sociedade. A ecologia deve ser um dos parâmetros a atender pelo design industrial e por isso deverá seguir a política dos 3 erres.

OS 3 Rs
Reduzir
Reutilizar
Reciclar

Os Rs em 3 níveis
1 Na produção, empregando matérias-primas inócuas para a saúde dos trabalhadores envolvidos e amigas do ambiente. Desenvolvendo projetos que usem as chamadas energias alternativas ou limpas.
2 Na utilização, produzindo objetos ergonomicamente corretos, para não provocar danos na estrutura do usuário, feitos de materiais não tóxicos.
3 Na fase de pós-uso, empregando matérias biodegradáveis ou recicláveis.

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